Death tech: tecnologia transforma o setor funerário com memoriais digitais e atendimento online
O setor funerário brasileiro vive uma onda de modernização apelidada de death tech. Memoriais digitais com QR Code em lápides, velórios transmitidos online, atendimento por aplicativo e uso de inteligência artificial já fazem parte da rotina de muitas empresas, em um mercado que movimenta cerca de R$ 13 bilhões por ano.
Um mercado bilionário em transformação
A chamada economia da despedida se tornou um dos segmentos mais resilientes do país, mantendo crescimento mesmo em períodos de instabilidade. Segundo levantamento da Zurik Advisors para o Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil, o setor movimenta cerca de R$ 13 bilhões por ano e reúne mais de 11 mil empresas, entre funerárias, cemitérios, crematórios e administradoras de planos. O envelhecimento da população, a regulamentação dos planos funerários e a busca por planejamento ajudam a explicar a expansão e a profissionalização do mercado.
As principais inovações
A digitalização aparece em várias frentes. Os memoriais digitais conectam um QR Code fixado na lápide a uma página com fotos, vídeos e mensagens sobre a pessoa homenageada. As transmissões online de velórios, que se popularizaram na pandemia, seguem em uso para reunir quem está distante. O atendimento por aplicativo, portal e WhatsApp ganhou força, e o Grupo Zelo, por exemplo, registrou mais de 55 mil atendimentos por sistemas automatizados nos três primeiros meses de 2025. A inteligência artificial e a gestão logística em tempo real completam esse cenário de modernização.
O que isso significa para os profissionais
A tecnologia muda a forma de atender e de gerenciar, mas não substitui o cuidado humano que é a essência do setor. Pelo contrário, ela valoriza o profissional que une o domínio técnico, o acolhimento sensível às famílias e a capacidade de se adaptar às novas ferramentas. Quem se qualifica e acompanha essa transformação encontra um mercado em expansão, que busca pessoas preparadas para atender com competência e respeito em um ambiente cada vez mais digital.
Perguntas frequentes
O que é death tech?
É o uso de tecnologia no setor funerário para facilitar o planejamento, o atendimento e as cerimônias, com soluções como memoriais digitais, velórios online e atendimento automatizado.
Para que serve o QR Code na lápide?
Ele conecta o túmulo a um memorial digital, com fotos, vídeos e mensagens, permitindo que familiares e visitantes conheçam a trajetória da pessoa homenageada.
A tecnologia substitui o profissional funerário?
Não. Ela automatiza tarefas e melhora a gestão, mas o acolhimento humano segue sendo a essência do trabalho, o que valoriza profissionais bem preparados.
Onde estudar Ciências Mortuárias
O setor que se moderniza busca profissionais qualificados. A Signum forma nas oito profissões das Ciências Mortuárias dentro de um único curso. Para saber mais, fale com a escola pelo WhatsApp no número (11) 91286-8662.
Referências
- Exame, “Death tech, a nova tendência de uso da tecnologia no setor funerário” (2025). Disponível em exame.com.
- Zurik Advisors para o Sincep, dados sobre o setor funerário (cerca de R$ 13 bilhões por ano e mais de 11 mil empresas), via Portal Terra da Luz (2025). Disponível em portalterradaluz.com.br.